12 de março de 2013

Número de gols marcados pelo Timbu no PE2013 até agora é o maior desde 1995


Ricardo Fernandes/DP/D.A Press
Poucos times conseguem manter uma média de gols tão alta. Assunto recorrente a cada nova rodada do Campeonato Pernambucano, o número de vezes que o Náutico vem balançando as redes adversárias impressiona. Há uma semana, o Superesportes fez um levantamento mostrando que nenhum clube no Brasil havia feito mais gols que o Timbu – fato que continua sendo mantido. Desta vez, depois de mais duas partidas e mais sete gols marcados, a reportagem pesquisou a última vez em que o Náutico conseguiu uma média de gols tão boa ou superior à atual. Precisou-se viajar quase 20 anos no tempo.

Desde 1995 o Timbu não faz tantos gols quanto na temporada 2013. Nas 13 partidas disputadas até então, foram 39, contra 40 marcados há 18 anos. Tamanha quantidade de gols se deve à inspiração do atacante Elton, artilheiro da competição, com 12 gols e Rogério, vice-artilheiro do Estadual, com 8. Juntos, eles detêm mais de 50% dos tentos alvirrubros. E, além do alto percentual de contribuição, os dois insistem em dizer nas entrevistas que muito do bom aproveitamento do ataque se deve a um trabalho específico realizado diariamente com o auxiliar-técnico e ex-atacante Kuki.

“Nos últimos jogos temos feito muitos gols e isso é bom, fruto de um trabalho que fazemos e das instruções de Kuki, que pega forte com a gente nos trabalhos específicos, dá muitas dicas e os gols vêm saindo”, afirmou Elton. Já Rogério, que é “apadrinhado” de Kuki, ressaltou um algo a mais para ele, além das dicas do eterno ídolo alvirrubro. “Mancini me liberou mais para fazer as jogadas e agora só volto até o meio de campo, o que me deixa mais descansado para finalizar melhor. Sem contar com a experiência que Kuki me passa. Antes eu era afobado, agora estou mais paciente.”

Segredo


Fazendo um trabalho à parte com os atletas do setor ofensivo, Kuki vem recebendo muitos elogios do técnico Vágner Mancini e dos atletas. Nem por isso quis contar o segredo do sucesso. “Se eu falar, os ‘caras’ vão em cima, é coisa de vestiário. É segredo. Posso dizer que vejo uma dupla de ataque conversando toda hora no jogo e fico muito feliz pelo momento dos dois”, pontuou.

Saiba mais

Os 13 primeros jogos em Pernambucanos


Ano Gols
2013 39
2012 25
2011 21
2010 17
2009 23
2008 32
2007 30
2006 16
2005 28
2004 24
2003 26
2002 23
2001 28
2000 24
1999 23
1998 31
1997 19
1996 19
1995 40

Pernambucana Yane Marques ainda espera o reflexo do bronze em investimentos


JOHN MACDOUGALL/AFP
Há exatamente sete meses Yane Marques subiu no pódio olímpico para receber a medalha de bronze em Londres. Esperava-se, então, mais atenção e investimento ao pentatlo moderno brasileiro. Na verdade, ao esporte como um todo, diante das conquistas e da próxima olimpíada acontecer no Brasil. E a espera continua. Pelo menos até o fim do mês, quando existe a promessa da implantação efetiva do Bolsa Pódio.

O programa é um braço do “ousado” Plano Brasil Medalhas, lançado em setembro do ano passado, pela presidenta Dilma Russef, em Brasília. Tem como principal foco conceder um aporte financeiro a atletas brasileiros com reais chances de subirem ao pódio na Olimpíada do Rio, em 2016. Algo que já devia estar acontecendo há algum tempo, houvesse um planejamento realmente sólido. Mas ficou para depois, mais precisamente a pouco mais de três anos para os Jogos do Rio.

Ainda é expectativa porque a espera, nesse caso, ainda não é pela liberação de valores. É pela portaria que regulariza o programa. A intenção do Comitê Olímpico Brasileiro é publicá-la em março. Ela conterá os critérios para obtenção da ajuda mensal. Somente os atletas de modalidades individuais terão direito ao Bolsa Pódio, conforme determina a Lei 12.395/11. O valor máximo é de R$ 15 mil.

Espera que, apesar da demora, anima. “Estive em Brasília duas vezes depois que retornei de Londres. E, na última vez, o ministro Aldo Rebelo apresentou o programa e mostrou de onde vem o dinheiro. Estou muito feliz”, declarou Yane Marques, segunda colocada no ranking mundial de pentatlo moderno.

A pernambucana estende a alegria por saber que toda sua equipe também será contemplada. Em nove anos de trabalho e parceria, ela nunca teve condições de efetuar pagamentos aos treinadores, fisioterapeutas e preparador físico. “Até a academia, a Life, que malho é de graça. Fiquei muito contente com essa possibilidade, pois nunca deu para remunerá-los. França, Metre, Dutra, Jackeline e Leguito estão comigo desde o começo. Só consigo pagar Marcela, que é minha psicóloga. É assim que tenho vivido”, acrescentou a atleta.

Renda
Para saldar as contas no final do mês, Yane utiliza o salário de terceiro sargento do exército e os valores da Bolsa Atleta estadual (nesta, Yane recebe apenas 50% do valor) e federal. Mesmo tendo retornado de Londres, em agosto do ano passado, com a inédita medalha de bronze no peito, a atleta não conseguiu nenhum tipo de patrocínio. Que alguém se lembre disso na hora de aplaudir as medalhas conquistadas em 2016, e, principalmente, na hora de cobrar resultados melhores.

147
é número de atletas que estiveram no Rio na edição 2012 da Copa do Mundo

35
é número de países foram representados

Um apelido, um sonho


Bruna Monteiro/DP/D.A Press
Era o segundo tempo de jogo entre Sport e Porto quando o quarto árbitro subiu a placa para confirmar a modificação no time rubro-negro. No sistema do som da Ilha do Retiro, o locutor anunciava: “Substituição no Sport. Sai Marcos Aurélio. Entra Pelezinho.” Mas, na camisa do jogador, estava estampado o nome Erico Junior. Tem sido assim. Desde que começou a dar os primeiros toques na bola, o apelido alusivo ao maior jogador de futebol persegue a nova promessa do Leão da Ilha. Por mais que se tente evitar. Foi no bairro do Ibura, Zona Oeste do Recife, que o atacante começou a dar os primeiros toques na bola e a receber a alcunha. Descalço, com os pés na areia, ele já corria atrás do sonho. “Eu não me lembro quem colocou o apelido. Mas eu já era chamado assim quando eu tinha de sete para oito anos e jogava bola na pracinha perto de casa”, conta.

Três anos depois, ele se mudou para Maranguape I, no município de Paulista. Ninguém o conhecia, mas a semelhança com outro colega trouxe à tona o antigo apelido. “Eu me apresentava com o meu nome, mas começaram a chamar de Pelezinho também”, lembra. “Eu não me importo que me chamem assim. Pelé já teve a história dele e não pode haver comparações”, acrescenta.

De fato, foi como Pelezinho que o atleta começou a tentar a carreira de jogador. Primeiro, passou por um mês no Santa Cruz. Só treinou. Em seguida, quando tinha 15 anos, foram outros seis meses no rival Náutico. Também não teve chance de atuar. Foi quando apareceu a oportunidade de jogar no Vitória de Santo Antão.

No Taboquito, Pelezinho teve dois anos para mostrar o seu talento. Participou de duas Copas São Paulo. E, no ano passado, chamou atenção do Sport após a disputa do Campeonato Pernambucano de Juniores. Assinou contrato com o Rubro-negro até janeiro do próximo ano e está a apenas três semanas entre os profissionais. Na Ilha do Retiro, recebeu a orientação para ser chamado apenas de Erico Junior.

No último domingo, quando ouviu o sistema de som do estádio anunciar a sua entrada com o apelido que lhe persegue, Pelezinho estava apenas no seu primeiro jogo como profissional na vitória de 2 a 0 sobre o Porto. Foram poucos minutos em campo, mas o suficiente para chamar a atenção da torcida.Dribles curtos e rápidos. Velocidade que deixava a marcação para trás com facilidade.

“Na hora de entrar, vem a ansiedade. É normal. Depois da partida, vem a alegria pelo time ter vencido, ter jogado bem e também pela torcida ter gostado do Erico Junior no começo da sua carreira”, afirma, em terceira pessoa. Assim como o Rei do Futebol.

Jefferson Maranhão acompanha a evolução do Santa Cruz nos últimos confrontos


Ricardo Fernandes/DP/D.A Press
Até ontem, o meia Jefferson Maranhão só havia marcado um gol com a camisa do Santa Cruz. Foi em 2011, pela Série C. Em conversa com a reportagem do Superesportes, na última sexta-feira, para uma matéria publicada no último domingo, o jogador lamentava a falta de gols. Mas eis que um dia depois esse problema se dissolve. Contra o Central, ele marcou duas vezes. Jefferson Maranhão acompanha a evolução do Santa Cruz nos últimos jogos.

Recuperou a titularidade na partida diante do Ypiranga e teve uma boa atuação. Foi mantido na equipe e contra o Central alcançou a consolidação. Posicionado pelo lado esquerdo, ele garantiu que está se sentindo à vontade e jogando do jeito que gosta. “Ele me coloca na posição que gosto de jogar. Tinha conversado com ele com o auxiliar, William, sobre isso”, afirmou o meia. Substituto de Renatinho, de fora há seis rodadas por conta de uma lesão, ele sabe que o titular e xodó da torcida está voltando. “Respeito muito o Renatinho. Por quem o professor optar, vai estar bem servido”, contou.

Com suspensão de Hugo, Lucas Lima é relacionado por Sérgio Guedes

Apresentado no Sport na última sexta-feira, o meio-campista Lucas Lima poderá fazer a sua estreia pelo Sport no jogo desta quarta, diante do Petrolina, no estádio Paulo Coelho. Isso graças à suspensão de Hugo, que foi julgado pelo Tribunal de Justiça Desportiva de Pernambuco (TJD-PE) e pegou quatro partidas de gancho.

A suspensão foi por conta de um murro dado em um adversário do Serra Talhada, na semana passada. Assim, o recém-chegado técnico Sérgio Guedes relacionou Lucas Lima, vindo do Internacional-RS. Vale lembrar que Hugo já cumpriu a automática. Portanto, deve voltar ao time leonino apenas diante do Chã Grande.

Thiago Potiguar não vem mais para o Sport

Tirar o meia Thiago Potiguar do Corinthians-AL tem sido uma missão árdua para os clubes pernambucanos. A primeira tentativa foi do Santa Cruz. Sem sucesso. Em seguida, o Sport tentou contratá-lo. A diretoria rubro-negra chegou a acertar todos os detalhes para contar com o jogador nesta temporada. Mas o negócio acabou dando para trás.

Ainda não se sabe os motivos que levaram a transferência a esfriar. Sabe-se apenas que, dessa forma, o Leão está com o grupo fechado para a disputa do restante do segundo turno do Campeonato Pernambucano. Reforços, apenas para o Brasileirão da Série B, já que o período de inscrição para o Estadual se encerrará nesta terça-feira.

Sérgio Guedes é apresentado na Ilha como novo comandante do time rubro-negro


Yuri de Lira/DP/D.A Press
Recepcionado por alguns torcedores rubro-negros, o técnico Sérgio Guedes chegou nessa segunda-feira ao Recife, por volta das 23h. Foi apresentado à imprensa na manhã desta terça, na Ilha do Retiro. Após as entrevistas, o comandante não deu tempo para folga e realizou um treino recreativo com os atletas. Em seguida, os leoninos partiram para o Aeroporto dos Guararapes, onde viajaram para Petrolina. Trabalhando no XV de Piracicaba-SP antes de ser contratado, o treinador revelou estar com saudades do clube, onde assinou contrato até o final deste ano.

“Eu tenho saudade da coisa quente, calorosa, arquibancada como eu vi aqui tive poucas oportunidades de ver na vida”, afirmou. "Vivi momentos importantes no Sport. Vi jogador dando o seu máximo, vi o time perder e ser aplaudido. Tudo isso traz satisfação. É uma experiência que vale a pena ter de novo. Agora, que venha junto dos resultados", completou o técnico, que estava no último jogo do Sport na Série A de 2012, contra o Náutico, nos Aflitos - onde ficou marcado o rebaixamento do clube para a Segundona.

Dos 31 atletas do elenco, Guedes trabalhou com 19 no ano passado. Para ele, uma vantagem. "Essa relação será positiva. Vamos trabalhar com responsabilidade, simplicidade, com argumentos, olho no olho e de forma aberta para ter um time altamente competitivo", contou. "Espero deles (dos jogadores) a maior entrega possível", falou.

Durante a coletiva, o técnico acabou sendo questionado sobre a reserva que atletas consagrados, a exemplo de Hugo e Cicinho, vêm amargando no clube. Sérgio Guedes, porém, evitou tocar no assunto antes de reavaliá-los. Limitou-se na resposta. “No futebol é existem atletas que ou estão em campo para serem decisivos. Se não fizerem isso, não devem estar ali”, sentenciou.

Equipe
Para a partida desta quarta-feira contra o Petrolina, no estádio Paulo Coelho, o treinador já adiantou que não fará mudanças em relação ao time comandado na última rodada por Gustavo Bueno. "Vou conversar com os jogadores e passar a nossa filosofia, mas qualquer consideração imediata pode assustar os atletas", disse. A única alteração será forçada, no ataque. Devido a um desgaste físico de de Felipe Azevedo, Sandrinho deve ocupar a vaga.

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