
Quando foi contratado, o meia Raul se transformou numa peça
importante no meio de campo do Santa Cruz. Conquistou a titularidade no
time pelo o que produzia dentro de campo. Além de organizar as jogadas
ofensivas, Raul fez gols e passava tranquilidade aos companheiros de
equipe, especialmente os mais jovens. O meia passou a ser uma
referência no time. No entanto, como caiu de rendimento, as críticas
surgiram. O técnico Sérgio Guedes sabe do valor do atleta e espera que
ele recupere o seu bom futebol.
“É o jogador que pensa, que organiza, que precisa se reencontrar, se
reidentificar com o que ele já fez, o que ele pode fazer e o que o
treinador espera dele. É tempo, é treino e oportunidade porque a
resposta tem que ser efetiva no jogo. Que Raul tem qualidade, isso não
se discute. Mas o mundo do futebol vê no Raul um jogador que poderia ter
mais participação”, disse o treinador.
Guedes tem razão. Raul precisa voltar a jogar seu bom futebol para
ajudar o Santa Cruz. Ninguém desaprende a jogar futebol de uma hora para
outra. O meia tem qualidade, mas precisa reagir. Às vezes, acredito que
o jogador anda sentindo bastante as vaias da torcida. Nessa situação, o
técnico Sérgio Guedes tem uma participação importante para que o atleta
consiga uma reação.
Enquanto isso não acontece, o técnico tricolor lamenta o fato do
Santa Cruz não conseguir resultados melhores na Série B. Até agora, o
Tricolor não perdeu. Está invicto. Mas o problema é que a equipe também
não venceu. Foram quatro jogos e quatro empates. Uma situação que
incomoda e tira a confiança do grupo.
A próxima partida do Tricolor na competição será fora de casa, diante
do Icasa. Mesmo que o time cearense não esteja fazendo uma boa
campanha, sabe-se que o duelo é difícil. Mas, antes, o Santa Cruz encara
o Botafogo-PB, pela Copa do Brasil, no Almeidão. O time quer a vitória
diante dos paraibanos para ter a confiança.
“Dentro do elenco do Santa Cruz tem jogador que pode oferecer um
pouco mais. Não que não esteja se esforçando, mas pode ir além. O
futebol é feito de limites. Você é testado a toda hora. Eu me entrego de
corpo e alma ao meu trabalho e tento instigar meus atletas a fazer o
mesmo: dar o seu melhor”, avaliou o treinador.