30 de agosto de 2012

Flamengo deve repetir time

Depois de um primeiro turno marcado pela irregularidade, o Flamengo finalmente conseguirá repetir uma escalação de uma partida para a outra. Apesar de contar com alguns desfalques, o técnico Dorival Júnior confirmou a formação do Rubro-negro carioca, que atuará no mesmo 4-3-3 com o qual o time empatou por 0 a 0 com o Botafogo.

Os meio-campistas Airton, Amaral, Maldonado e Renato estão lesionados e não participarão da partida. Por outro lado, nenhum flamenguista precisará cumprir suspensão automática neste encontro com o Leão. Rivais desde a polêmica do título brasileiro referente à edição de 1987, Sport e Flamengo não passam por um bom momento e ambos almejam um segundo turno de recuperação. Apesar de os cariocas ocuparem apenas a 9ª posição, com 26 pontos, o discurso na Gávea é de brigar por uma vaga na Libertadores.

E na busca pelo entrosamento, Dorival pretende repetir a formação. “O último jogo foi muito mais transpirado que inspirado. Precisamos voltar a mostrar o bom futebol para confirmar uma recuperação. Confio na minha equipe”, destacou o comandante do Flamengo.

Magrão chega as 400 partidas pelo Sport



Rafael Brasileiro / DP/D.A Press
Goleiro está no clube há sete anos
O jogo com o Flamengo sempre tem um tempero especial por conta do polêmico título de 87, mas a partida desta quinta-feira será especial por outro motivo. O maior ídolo da torcida rubro-negra nos últimos anos, o goleiro Magrão, alcançará a marca de 400 jogos com a camisa do Leão. Já são mais de 7 anos atuando pelo Sport e várias glórias conquistadas. Desde que assinou contrato com o clube da praça da bandeira, em 21 de abril de 2005, o capitão leonino tem sido o destaque ano após ano.

Magrão já teve grandes momentos com a camisa do Leão, mas em entrevista antes da viagem ele apontou o seus cinco melhores. "A estreia contra o Guarani, o título da Copa do Brasil contra o Corinthians, o jogo contra o Colo Colo na Libertadores, o jogo contra o Vila Nova ano passado quando subimos e o primeiro jogo da final contra o Náutico em 2010", contou Magrão.

Além de vestir a camisa número 400 em forma de homenagem nesta nesta quinta-feira, o goleiro será homanageado de outro modo. Sua foto será uma das 300 imagens estampadas na camisa em homenagem aos torcedores. Magrão foi o único atleta presente no uniforme comemorativo. "Agradeço ao Sport por isso, Mais ainda pela foto na camiseta. Eu soube que foi pago e a minha eu nao paguei nada", riu o goleiro.

Perguntado se a a camisa daria sorte, assim como a dourada usada na campanha da Libertadores, ele foi enfático. "Vamos trabalhar para que a sorte aconteça. Estamos trabalhando muito e esperamos ser coroados com a vitória", falou o atleta. Para conseguir a vitória nesta quinta-feira o goleiro terá muito trabalho. Magrão enfrentará um dos artilheiros do Brasileirão, Vágner Love. "Ele é um jogador que decide, que requer atenção especial. Estamos cientes disso e e sabemos das dificuldades, mas estamos preparados e treinamos para isso. Tenho certeza que teremos um bom resultado lá", declarou o goleiro.

Magrão é um daqueles que não acredita em superstições. Durante a coletiva ele até brincou com o fato da sala da Ilha do Retiro estar repleta de sal grosso. "Supertisção, né? Tem até no vestiário. Eu não acredito nisso. Acredito em trabalho. Só falta a carne agora. Já tem bastante sal grosso pro churrasco",

completou, mais uma vez rindo, Magrão.
Rafael Brasileiro - Diario de Pernambuco

Náutico consegue virada em cima do Figueirense

O técnico Gallo havia dito durante a semana que o jogo contra o lanterna Figueirense seria um dos mais difíceis no Brasileirão. Parecia soar como blefe ou como discurso meramente político. A verdade é que, ontem, o Náutico realmente penou para vencer os catarinenses. Foi umas das vitórias mais difíceis conquistada nos Aflitos nesta Série A. Contrariando os prognósticos, os visitantes abriram dois gols na primeira etapa, com falhas do sistema defensivo e do goleiro Gideão - ironicamente, alvos de recentes elogios.

O Timbu, porém, voltou diferente no segundo tempo. Rogerinho deu um novo gás ao time e, em uma noite inspirada de Elicarlos, que fazia o seu jogo número 150 pelo clube, o Alvirrubro conseguiu a virada em 3 a 2. Agora há quatro partidas sem perder, a equipe começa a ratificar de vez a sua evolução no Campeonato Brasileiro.

Náutico 3
Gideão; Patric, Marlon (Ronaldo Alves), Jean Rolt e Douglas Santos (Lúcio);
Elicarlos, Souza e Martinez; Rhayner, Kim (Rogerinho) e Araújo. Técnico:
Alexandre Gallo.

Figueirense
2
Wilson; Elsinho, Canuto, Edson e Hélder; Diogo (Roni), Jackson, Claudinei e
Fernandes (Almir); Caio e Aloísio (Doriva). Técnico: Abel Ribeiro (interino).


Estádio: Aflitos (Recife-PE)
Árbitro: Wágner Reway/MT
Assistentes: Márcio Eustáquio Santiago (FIFA/MS) e Guilherme Dias Camilo (MG)
Gols: Caio (Figueirense, aos 13 do 1ºT) e Aloísio (Figueirense, aos 19 do
1ºT), Elicarlos (Náutico, aos 13 do 2ºT)
Cartões amarelos: Wilson, Claudinei, Diogo e Caio (Figueirense); Rhayner,
Marlon e Jean Rolt (Náutico)
Cartão vermelho: Roni (Figueirense)
Público: 12.262
Renda: R$ 187.225

29 de agosto de 2012

Náutico quer manter embalo dentro de casa diante do Figueira

FIGUEIRENSE - Os jogadores catarinenses têm como motivação o técnico Márcio Goiano, que estará de olho na partida. Ele não assume o time efetivamente porque foi confirmado no início da noite desta terça. Assim, Abel Ribeiro continua no banco. Ele não terá o atacante Loco Abreu, com dores no joelho. Em compensação, o goleiro Wilson está de volta.

Ficha do jogo:

Náutico: Gideão; Patric, Marlon, Jean Rolt e Douglas Santos; Elicarlos, Martinez, Souza e Rhayner; Kim e Araújo. Técnico: Alexandre Gallo.

Figueirense: Wilson; Elsinho, Édson, João Paulo e Helder; Claudinei, Túlio, Jackson e Fernandes; Caio e Aloísio. Técnico: Abel Ribeiro (interino).

Local: Aflitos. Horário: 20h30. Árbitro: Wagner Reway (MT). Assistentes: Marcio Eustáquio Santiago (Fifa/MG) e Guilherme Dias Camilo (MG). Ingressos: R$ 50 (inteira) R$ 25 (meia).

Náutico encara o Figueirense nesta quarta-feira em busca da consolidação



Julio Jacobina /DP/ D.A Press
"As pessoas tentam jogar a gente para baixo", declarou o goleiro Gideão
Alexandre Gallo chegou no Náutico a fim de remontar o elenco para a disputa da Série A. Optou pela contratação de atletas já rodados, como Araújo, Martinez, Lúcio e Alessandro. Antes mesmo de estrear, começou a ser criticado. O grupo era tido como “velho” e sem qualidade para jogar uma competição de pontos corridos. O time parecia já fadado ao rebaixamento. Nesse cenário, a equipe iniciou o Brasileiro. Logo na estreia, derrota para o Figueirense, fora de casa. Hoje, a partir das 20h30, o Timbu reencontrará os catarinenses na abertura do returno. Desta vez, nos Aflitos. A situação é diferente do primeiro encontro. A equipe alvirrubra está posicionada no meio da tabela, distante nove pontos da zona de descenso e mais livre da pressão e da desconfiança.

Embora mantendo a humildade, a busca por uma vaga na Copa Sul-Americana parece já ter tornado-se a pretensão maior entre os jogadores do clube. “O Náutico entrou já como rebaixado. As pessoas tentam jogar a gente para baixo. Ano passado, disseram que não subiríamos, mas fomos vice-campeões. Mesma coisa foi no começo desta temporada”, disse o goleiro Gideão. “Sei que, pelo grupo que temos, não vamos cair. Penso mais acima”, resumiu o dono da camisa 1 – expoente do bom momento alvirrubro, tendo sofrido apenas dois gols nas cinco últimas rodadas.

O treinador Alexandre Gallo também já está ciente da evolução do Timbu. “Se você fechar os olhos e pensar lá atrás, não iria imaginar nunca o Náutico em uma 11ª posição hoje”, falou para os jornalistas presentes na última coletiva antes da partida. No entanto, o comandante mantém os pés no chão e prefere não divulgar as suas metas. “Não faço projeção nenhuma. Penso jogo a jogo”, esquivou-se, quando perguntado se o objetivo já era a vaga na Sul-Americana.

Gallo, aliás, vai ter praticamente todo o plantel à sua disposição para enfrentar o Figueirense. Kieza sofreu um estiramento no músculo vasto medial da coxa esquerda no clássico contra o Sport, passou por exames de imagem e acabou sendo vetado pelo departamento médico para o duelo diante do Figueira. Vai ser o seu único desfalque. Kim, então, o substituirá, formando a dupla de ataque com Araújo.

Havia chances de Rico entrar, mas o jogador sequer concentrou com o restante do grupo. Apesar da perda do artilheiro, o técnico, por outro lado, contará com o retorno do zagueiro Marlon, que havia cumprido suspensão automática na rodada passada. Quem deverá perder a vaga é Ronaldo Alves. Jean Rolt, portanto, se manterá na titularidade.
Arte DP
 

26 de agosto de 2012

Sport e Náutico pecam na finalização e o clássico termina em 0x0

Não faltou emoção no Clássico dos Clássicos deste domingo, na Ilha do Retiro. As chances foram criadas. Porém, por falta de uma melhor pontaria, principalmente no lado do Sport, o jogo acabou empatado em 0x0 pela Série A do Campeonato Brasileiro. O placar foi favorável ao Náutico que conseguiu um ponto fora de casa.

Com o resultado, o Timbu salta para a décima posição com 24 pontos somados. O Leão é quem lamenta ter perdido a chance de sair da zona de rebaixamento. O Rubro-negro permance na degola, na vice-lanterna, com apenas 15. Na próxima rodada, o Sport encara o Flamengo fora de casa, enquanto o Náutico recebe o Figueirense. Os jogos já valem pelo returno do Brasileirão.

FICHA DA PARTIDA - SPORT 0X0 NÁUTICO
Sport - Magrão; Cicinho, Edcarlos, Diego Ivo e Willian Rocha (Rivaldo); Renan, Rithely, Moacir e Hugo; Gilsinho (Gilberto) e Felipe Azevedo (Henrique). Técnico Waldemar Lemos.

Náutico - Gideão; Patric, Jean Rolt, Ronaldo Alves e Douglas Santos; Elicarlos, Martinez, Souza (Rogerinho) e Rhayner; Araújo (Dadá) e Kieza (Kim). Técnico: Alexandre Gallo.

Campeonato Brasileiro da Série A. Local: Ilha do Retiro. Árbitro: Sandro Meira Ricci. Auxiliares: José Wanderlei da Silva e Clóvis Amaral da Silva.Gols: Não houve. Amarelos: Gilsinho (Sport), Kieza (Náutico), Cicinho (Sport) e Gilberto (Sport). Público: 19.063. Renda: R$ 213.020.

Um nordestino de estilo argentino



Arquivo/DP/D.A Press
Dário em 96, assim que foi contratado pelo Rubro-negro da Ilha, vindo do futebol da Paraíba
Quando o adversário estava com a bola dominada, lá vinha aquele rapaz de meia altura, franja quase nos olhos e com uma disposição quase sobrenatural para roubar a redonda. Na maioria das vezes, conseguia. Mostrando um vigor físico invejável, ficou conhecido pela sua "raça". Esse rapaz é Dário, volante que fez carreira no Sport na década de 90, conquistando quatro títulos pernambucanos e uma Copa do Nordeste pelo Leão. Passou também por equipes como Santa Cruz, Grêmio e por outros 14 clubes do Brasil. Mas foi na Ilha do Retiro que o jogador conquistou o coração dos torcedores pela sua virilidade em campo. Divanilson Gonçalves da Silva, hoje com 40 anos de idade, é o personagem desta terça-feira da série "Por Onde Anda", do Superesportes. Ele relembra os tempos como atleta, da sua paixão pelo Recife, cidade que adotou como casa, e fala que se arrepende de ter parado de jogar futebol aos 33 anos.



Heitor Cunha/DP/D.A Press
Volante Dário já titular no Sport, em 1999
O raçudo Dário
Não havia bola perdida para Dário. A sua primeira obrigação era marcar; a segunda, roubar a bola. Esses eram praticamente os dois fundamentos do volante. Utilizava-os com toques de perfeição. Não era de sair muito para o jogo. Fazia poucos gols. Contudo, a "raça" do jogador era ora confundida com violência. Ele, porém, justifica a fama de "carniceiro" que acabou ganhando. "Sempre o meu jeito de jogar foi assim. Eu não tenho medo de cara feia e me identificava muito com as torcidas dos times que eu joguei. Por isso, queria dar de tudo em campo. Falavam que eu era um nordestino com 'estilo argentino', raçudo mesmo", diz Dário.

A polêmica passagem pelo Grêmio
O futebol aguerrido do cabeça de área logo despertou o interesse do Grêmio. Dário chegou no Sport em 1996, com 21 anos. Dois anos depois, o Tricolor Gaúcho, sempre prezando por se reforçar com jogadores nesse estilo, o contratou. Foi para o Olímpico por indicação do técnico Luiz Felipe Scolari. "Joguei contra Felipão várias vezes quando eu estava no Sport. Sempre ele me elogiava. Acabou me levando para Porto Alegre depois", lembra. A passagem do atleta no Rio Grande do Sul, entretanto, foi marcada por um episódio inusitado, que renderia as capas de vários jornais e revistas do País posteriomente. Dário acionou a Justiça solicitando o pagamento de horas extras por parte da diretoria gremista, dizendo que atuava à noite e nos finais de semana. Sem querer agora tocar muito no assunto, disse que apenas seguiu instruções. "Me instuiram para isso, mas hoje só tenho boas lembranças do Grêmio. Até conheci Ronaldinho Gaúcho lá, com quem mantenho amizade até hoje", esquivou-se. Dário saiu do clube dos Pampas em 98.

A nostalgia pelo Sport
Sem sombra de dúvidas, a passagem por clube mais significativa na currículo de Dário foi no Sport. Em seis anos interruptos jogando na Praça da Bandeira, tornou-se tetracampeão estadual (96, 97, 98 e 99), além de ter ajudado o Rubro-negro vencer a primeira edição da Copa do Nordeste, em 1994. "Guardo bons momentos, joguei em times fantásticos. Lembro de um meio-campo que era eu, Chiquinho e Juninho (Pernambucano)", fala, nostálgico. "Foi uma época de muitas vitórias e títulos", acrescenta, com o mesmo tom.



Moacir Moreno/DP/D.A Press
Em 98, Dário na 1ª passagem no Arruda
O respeito pelo Santa Cruz
No finalzinho de 98, quando Dário saiu do Grêmio, foi parar no Santa Cruz. Passagem apagada. Após rodar por vários times do País, foi contratado novamente pelo Tricolor do Arruda, em 2000, para a disputa do módulo azul da Copa João Havelange - equivalente ao Campeonato Brasileiro da Série A na época. Os corais fizeram uma campanha pífia, terminando na lanterna da competição. Sem destaque, o cabeça de área, porém, guarda boas lembranças e respeito ao Tricolor."Particularmente, eu gostei muito do clube e da sua torcida. Eles têm uma paixão inexplicável pelo Santa Cruz. Não tenho nada de mal para falar do Santa", sentencia.

Arrependimento pela aposentadoria
Dário rodou por nada menos que 16 clubes do Brasil. Em 2005, foi parar no ABC do Rio Grande do Norte. Conquistou o campeonato potiguar daquele ano. A fim de pendurar as chuteiras com um título, resolveu que daria fim alí a sua carreira como atleta. Na temporada seguinte até que esboçou a volta ao gramados. Assinou com o Estudantes de Timbaúba, para jogar o Pernambucano. Atuou somente em uma partida. Aos 33 anos, parou de vez de jogar na equipe da Zona da Mata Norte do Estado. Hoje, Dário diz que podia ter prolongado a sua vida de jogador um pouco mais. "Eu comecei a jogar muito cedo, com 19 anos. Queria mesmo parar. Se fosse agora, não pararia. Ainda aguentaria mais uns anos. O pessoal está parando bem mais tarde hoje", afirma, contundente.



Blenda Souto Maior/DP/D.A Press
O empresário Dário nos dias atuais
Pernambuco como primeira casa
“Já sou mais pernambucano do que paraibano.” Apesar de ter nascido em Campina Grande, na Paraíba, Dário proferiu essa frase sem peso na consciência. Ele passou 19 anos de sua vida no estado natal. No Recife, onde chegou depois de se destacar pelo Treze, está há 21. Conheceu a mulher e viu os dois filhos nascerem. Mesmo nos anos em que atuou fora do estado, os três ficaram na capital pernambucana. "Aqui é a minha casa", pontua.

Atualmente
Dário não deixou totalmente o futebol. Além de administrar uma empresa de estacionamentos na Paraíba, o ex-volante trabalha como empresário e agenciador de jogadores. No futuro, pensa também em ser treinador. "Desde quando parei de jogar bola, estou me preparando, amadurecendo e trabalhando essa ideia", revela Dário.

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