24 de janeiro de 2013

Autor do gol de empate, lateral Reinaldo pede desculpas à torcida

O lateral esquerdo Reinaldo foi um dos personagens do jogo desta quinta-feira, contra o Confiança, na Ilha do Retiro. Após sair perdendo por 1 a 0 e jogar um futebol pobre, o Leão melhorou no segundo tempo e virou a partida, vencendo o confronto por 3 a 1. E tudo começou com uma jogada do meia Felipe Menezes e no gol de empate de Reinaldo, que vinha sendo muito vaiado durante o jogo.

Ricardo Fernandes/DP/D. A. Press
Reinaldo no momento após o gol
Após o gol, o jogador não se conteve e, em virtude das vaias recebidas, resolveu "responder" à parcela da torcida que o criticava. Após mandar a bola para as redes, Reinaldo saiu comemorando e colocando a mão no ouvido, como se estivesse "pedindo" o aplauso do torcedor que tanto o vaiou no decorrer do jogo. Com 23 jogos pelo Leão, o jogador nunca chegou perto de ser unanimidade. Sempre criticado por suas atuações, Reinaldo explodiu, mas resolveu se desculpar logo após o jogo.

"Peço perdão ao torcedor. Foi um gesto completamente impensado. Se alguém se sentiu ofendido com o que eu fiz depois do gol, peço desculpas de verdade, não quis ofender nem provocar ninguém. Foi apenas uma ação sem pensar", revelou o jogador, que tem 23 anos e chegou ao Sport em 2012. Introspectivo e de poucas palavras, Reinaldo é vaiado há bastante, mas nunca havia tido tal tipo de reação para com a torcida. O jogador alterna a titularidade da ala esquerda com o jovem Renê.
 

Vadão ressalta mudança tática e pode mudar a equipe titular do Sport

O primeiro tempo do Sport foi ruim. O ataque foi improdutivo. A defesa falhou no gol do Confiança. Logo, as vaias vieram. A postura crítica da torcida rubro-negra, logicamente, estava carregada da decepção pelo que se passou na temporada passada. Veio o segundo tempo. A impaciência aumentou. O técnico Vadão tirou Hugo e Cicinho para promover as entradas de Felipe Menezes e Moacir. Nova chuva de críticas que só foi apagada (em parte) com a virada nos 15 minutos finais. E o jogo terminou com dois sentimentos distintos no Sport: a esperança da melhora e a insatisfação de parte da torcida.

Vadão acredita que a mudança de postura do Sport se deveu a uma alteração tática ainda no intervalo. Criticado, Gilsinho deu espaço para Marcos Aurélio. O novo atacante passou a atuar mais centralizado, ajudando na criação, e o jogo ofensivo do Sport ficou menos engessado. “Marcos Aurélio eu já conheço bem. Trabalhamos juntos no Atlético Paranaense. Ele pode jogar mais aberto ou pelo meio. E eu pedi para ele jogar mais pelo meio. Não foi só uma mudança porque Gilsinho estava mal. Fizemos mudança tática”, disse.

Com isso, o treinador abriu a possibilidade de mudar o time do Sport e deixou claro que não está preso a qualquer tipo de esquema tático. “Nós vamos pensar porque a outra equipe vinha treinando há mais tempo. Mas não é segredo que Marcos Aurélio veio para jogar. Várias equipes queriam ele, mas o Internacional cedeu para a gente. E isso também não é porque Gilsinho esteve mal”, avaliou o treinador.

Vaias
Quando chamou Felipe Menezes e Moacir para entrar em campo, Vadão ouviu as primeiras vaias da torcida do Sport. Experiente, o treinador mostrou entender a impaciência dos rubro-negros. “Nem sempre o que treinador pensa a torcida pensa. Nós somos pagos para isso mesmo. Para não pensar o óbvio. A gente é profissional por causa disso. Ali, eu tenho que fazer o que entendo como melhor”, afirmou.

Sport joga 15 minutos e vence Confiança de virada por 3 a 1

Ricardo Fernandes/DP/D.A. Press
Não havia gramado ruim. Não havia calor. Não havia torcida contra. Não havia desculpa. Antes de começar o jogo com o Confiança, o cenário era todo favorável ao Sport. Mas bastou a bola rolar para as feridas do time rubro-negro serem escancaradas. Faltou criatividade ao ataque. Faltou atenção à defesa. O fato é que a equipe penou para vencer o time sergipano de virada por 3 a 1, Os gols de Reinaldo, Marcos Aurélio e Felipe Menezes só saíram nos 15 minutos finais, quando a torcida já mostrava sinais de impaciência. Com o triunfo, os leoninos foram para quatro pontos e assumiram a ponta do grupo B.

O primeiro tempo da partida acabou com o Leão quase inofensivo. Com exceção dos cinco minutos finais da etapa em que partiu para buscar o empate, a equipe rubro-negra sofreu para criar. Tinha no sistema defensivo do Confiança um verdadeiro bloqueio. Eram sete jogadores com muita disposição para anular as jogadas rubro-negras. Aliado a isso, Hugo era vigiado de perto. Não tinha espaço para criar.

Ricardo Fernandes/DP/D. A. Press
Sport, de Fabio Bahia, suou para vencer
Sem o cérebro do time, o Sport também não conseguiu recorrer ao jogo pelas pontas. Cicinho e Felipe Azevedo até que se movimentaram, mas erraram no último passe. Pecado maior foi o de Gilsinho. A disposição característica do atacante esteve presente, mas marcar não era suficiente. Os Passes e as finalizações certas não apareceram. A torcida vaiou.

Ele, inclusive, perdeu uma rara oportunidade antes do gol do time sergipano. Após falha do arqueiro Fábio, a bola sobrou em seus pés. Gilsinho, porém, chutou em cima da defesa. A gota d'água para o atacante, que foi substituído no intervalo por Marcos Aurélio. Com um ataque engessado e inoperante, a torcida passou a demonstrar sinais de insatisfação.
Só não imaginavam que a defesa cometeria falha parecida com a da estreia, aos 30 minutos. Após cobrança de escanteio, Magrão saiu mal do gol e Diego Neves se desprendeu da marcação para cabecear livre para gol. Bola na rede e vaias na arquibancada.
No segundo tempo, ainda desarticulada ofensivamente, a equipe rubro-negra se lançou ao ataque. Hugo logo tentou um chute, defendido por Fábio. Em seguida, Roger cabeceou, mas a tentativa saiu fraca. O Confiança se mantinha sereno. Fechado na defesa e se expondo apenas nos contra-ataques. Mas a pressão do Sport prevaleceu. Na base do abafa, é verdade.
Em 15 minutos, os rubro-negros reverteram o cenário. Primeiro, Reinaldo, que não conseguia acertar um passe, chutou na entrada da área. A bola desviou na zaga e encobriu o goleiro adversário. Depois, veio a categoria de Marcos Aurélio. De fora da área, o atacante acertou de “bate-pronto” e fez um lindo gol. No final, Felipe Menezes garantiu a vitória de cabeça. Três lampejos que garantiram a vitória, mas que não podem esconder os erros da equipe.

Sport
Magrão; Cicinho (Moacir), Gabriel, Mateus e Reinaldo; Fábio Bahia, Rithely e Hugo (Felipe Menezes); Gilsinho (Marcos Aurélio), Roger e Felipe Azevedo. Técnico: Vadão

Confiança
Fábio; Renê, Valdson e Alexandre; Ângelo, Lismar (André Tavares), Richardson, Paulinho Mossoró (Valdo) e Augusto Ramos; Da Silva (Gilmar) e Diego Neves. Técnico: Nadélio Rocha

Local: Ilha do Retiro
Árbitro: Francisco Carlos do Nascimento (AL/Fifa)
Assistentes: Otávio Correia de Araújo Neto (AL) e Thalis Augusto Silva Monteiro (AL)
Gols: Diego Neves (aos 30min do 1ºT), Reinaldo (aos 32min do 2ºT), Marcos Aurélio (aos 35min do 2ºT) e Felipe Menezes (aos 44min do 2ºT)
Cartões amarelos: Hugo, Gilsinho (S); Augusto, Da Silva (C)
Público: 19.036
Renda: R$ 128.060,00

PE 2013: Resultados e classificação

COPA NORDESTE: Resultados e classificação


HOJE: Sport X Confiança

O Sport entra em campo hoje pela primeira vez no ano na ilha do retiro pela 2ª rodada da Copa do Nordeste. O leão que empatou com o Sousa(PB) na primeira rodada vai encarar o Confiança(SE) que vem de vitória de goleada diante do Fortaleza.
O Sport do técnico Vadão contará com o retorno do meia Hugo(foto) ao meio campo. O Confiança lidera o grupo com três pontos.

FICHA TÉCNICA:
SPORT X CONFIANÇA
Copa do Nordeste – 2ª rodada -
Local: Ilha do Retiro – Horário: 21h15 -
Árbitro: Frascisco Carlos do Nascimento (AL).
Assistentes:
Otávio Correia de Araújo Neto (AL) e Thalis Augusto Monteiro (AL).
SPORT: Magrão; Cicinho; Gabriel, Mateus e Reinaldo; Fábio Bahia; Rithely e Hugo; Felipe Azevedo, Gilsinho e Roger. Técnico: Vadão
CONFIANÇA: Fábio, Ângelo, Renê, Valdson, Alexandre e Augusto Ramos; Lismar, Richardson e Paulinho Mossoró; Da Silva e Diego Neves. Técnico: Nadélio Rocha

Sport aposta na força da Ilha, que em 2012 não foi um "caldeirão"


NANDO CHIAPPETTA /DP/D.A PRESS
Aproveitamento no estádio em 2012 foi opior dos últimos anos
Na Ilha do Retiro, o Sport é muito forte. A frase já foi entoada por jogadores e torcedores com mais força e frequência. No último ano, perdeu um pouco o sentido. O rebaixamento da equipe à Série B, a derrota na final do Estadual para o Santa Cruz e a eliminação na Copa do Brasil. Foram duros golpes que levaram o time à lona. Mas a chance de um recomeço já está posta diante dos rubro-negros. Para se reerguer, a missão é desbancar o Confiança, a partir das 21h15 desta quinta-feira. Quem sabe, assim, trazer de volta a magia do que os leoninos chamam de “caldeirão”.

Uma vitória sobre a equipe sergipana pode ser o pontapé ideal como mandante para o Sport. Afinal, com os três pontos, a equipe sobe para a ponta do grupo B da Copa do Nordeste e já começa a temporada driblando qualquer tipo de pressão das arquibancadas. Seria um início oposto ao do ano passado. Na primeira partida em que a equipe enfrentou um adversário fora do estado, veio uma goleada inesperada. O Paysandu, de Yago Pikachu, aplicou um indigesto 4 a 1 e o time foi eliminado da Copa do Brasil.

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