23 de fevereiro de 2012

Novo reforço do Central, uruguaio Acosta desembarca no Recife

Lucas Fitipaldi/DP/D.A Press

O mesmo jeito desengonçado. O mesmo semblante risonho. A mesma vontade de brilhar. Resta saber se Acosta vai conseguir repetir o mesmo futebol responsável por o tornar vice-artilheiro do Brasileiro de 2007 com a camisa do Náutico, titular do Corinthians e o fazer alcançar a marca de 23 jogos e oito gols pela seleção do Uruguai. O novo atacante do Central desembarcou por volta das 16h45 desta quinta-feira no Aeroporto Internacional do Recife repleto de motivação para reencontrar o caminho do triunfo.

"Estou muito feliz por voltar para cá. Em Recife, eu me sinto em casa. Um lugar onde eu sempre sou muito bem acolhido, com muito calor humano da torcida, importante para eu reencontrar o meu futebol", declarou o Gringo. Acosta garante estar bem fisicamente. "Eu vinha treinando, mas falta ritmo de jogo. Mesmo assim, se o treinador precisar, quem sabe eu já possa estar em campo no domingo."

O uruguaio vai assistir ao duelo entre Sport e Central, às 20h desta quinta-feira, na Ilha do Retiro. Perguntado sobre a sensação de voltar ao palco da decisão da Copa do Brasil de 2008, quando perdeu a decisão com o Corinthians para o time rubro-negro, Acosta conservou ar de desdém. "Não tem nada de especial. É algo que já faz muito tempo, coisa do passado", afirmou.

O jogador chegou de um voo de Brasília, estado onde defendeu o Brasiliense durante as últimas temporadas. Sem disputar partida oficial desde novembro, o "Lula Molusco", como foi apelidado pelos alvirrubros, está ansioso pelo retorno. "Já quero jogar, o mais rápido possível", declarou.

Magrão reconhece falhas do Sport, mas ressalta evolução do time

Na vitória leonina sobre o Central, Magrão voltou a mostrar o motivo pelo qual alcançou o status de ídolo da torcida. O Sport vencia por 2 a 1, mas sofria uma pressão da Patativa. Numa das investidas, o meia Lenilson entrou cara a cara com o goleiro, que praticou uma grande defesa, garantindo os três pontos.

Apesar do reencontro com a boa fase, o goleiro destacou que ainda há uma longa estrada a ser percorrida até que o Sport se transforme numa equipe competitiva para a Série A. "Contra o Central, recuamos muito depois de fazermos o segundo gol e por pouco não deixamos o resultado escapar", destacou.

"O time evoluiu bastante desde o final da Série B, mas não podemos descansar. Precisamos corrigir algumas falhas para seguir firme no nosso objetivo de conquistar o título do Pernambucano", acrescentou.

No sufoco, Sport bate Central na Ilha do Retiro por 2 a 1

Ricardo Fernandes/DP/D.A Press
Jael foi o autor de um dos gols na vitória rubro-negra
Jogando o suficiente para bater o Central por 2 a 1, o Sport fechou os jogos de i da do Pernambucano na vice-liderança. Mostrando uma evolução no seu sistema ofensivo e as mesmas falhas de posicionamento e marcação da defesa, o Leão chegou aos 23 pontos e ultrapassou o Náutico no encerramento da 11ª rodada do Estadual. Na próxima rodada, os rubro-negros voltam a encarar a Patativa, no domingo, desta vez em Caruaru.

Desde os instantes iniciais da partida, o Sport mostrou uma virtude que seus torcedores ansiavam há muito tempo: uma cara de time. Não por coincidência, a evolução da equipe deu-se à medida que o técnico Mazola Júnior foi definindo a espinha dorsal leonina. Contra o Central, por exemplo, a única alteração em relação à formação da vitória sobre o Santa Cruz foi na lateral-esquerda. Na vaga de Renê, machucado, entrou Diego Goiano, que não conseguiu manter o nível do setor. Vale ressaltar entretanto, que os rubro-negros voltaram a apresentar falhas de posicionamento e marcação.

É claro que a fragilidade do Central deve ser levada em consideração, mas a evolução do padrão de jogo rubro-negro é inquestionável. Tanto que apesar da retranca armada pelo técnico Júnior Caruaru, que escalou a Patativa num 3-6-1, o Leão impôs seu ritmo desde o começo do confronto. Com Jael mais enfiado na área adversária, Jheimy, Rivaldo, Marquinhos Paraná e principalmente Marcelinho Paraíba trocavam passes na intermediária ofensiva.

Uma boa prova do crescimento do futebol do Sport foi a jogada do primeiro gol, aos 22 do primeiro tempo. A bola girou nos pés das peças do ataque até parar em Moacir, na linha de fundo. O lateral teve a tranquilidade para levantar a cabeça antes de dar uma bela assistência para Rivaldo. Em grande fase, o volante deixou o zagueiro Vágner Manso no chão com um drible seco e bateu firme, de esquerda, abrindo o placar. Depois do gol, entretanto, a partida esfriou por conta da postura adotada pelas equipes. Em vantagem, os rubro-negros diminuíram o ritmo. O Central, entretanto, manteve a proposta defensiva.

A inércia acabou logo no primeiro lance de perigo da etapa final. No primeiro lance de Renato, que substituiu Moacir, lesionado, o lateral avançou até a linha de fundo e cruzou no segundo pau. Bem posicionado, Jael bateu de primeira, ampliando a vantagem leonina. Desta vez, porém, a Patativa se lançou ao ataque, expondo falhas de posicionamento da zaga do Sport. No primeiro lance, Hamilton errou o carrinho e deixou Valdson cara a cara com Magrão. O atacante tentou encobrir Magrão, mas o goleiro estava bem posicionado e fez defesa segura. Logo em seguida, Valdson aproveitou a falha de cobertura de Tobi e entrou sozinho novamente na área adversária. Desta vez, o alvinegro acertou um belo chute no ângulo.

Diante do crescimento do adversário, Mazola resolveu promover mudanças no time. Com duas substituições (Milton Júnior na vaga de Jheimy e Thiaguinho no lugar de Diogo Goiano), o treinador mudou o esquema do Sport, que passou a atuar no 3-5-2, com Hamilton recuado para a zaga e Marcelinho adiantado para o ataque. As alterações deixaram o jogo mais truncado no meio de campo e com boas chances para ambos os lados. Em uma delas, Jael enfiou Marcelinho, que driblou o goleiro Rodrigo, mas chutou por cima da barra.

Sport
Magão; Moacir (Renato), Tobi, Bruno e Diogo Goiano (Thiaguinho); Hamilton, Rivaldo, Marquinhos Paraná e Marcelinho Paraíba; Jheimy (Milton Júnior) e Jael. Técnico: Mazola Júnior.

Central
Rodrigo; Vagner Manso, Davidson (Zé Carlos) e Ricardo; Viola (Eduardo Teles), Roberto, Cléber, Lenilson, Diego e Célio Lima; Valdson. Técnico: Júnior Caruaru.

Local: Ilha do Retiro. Árbitro: Ricardo Jorge. Assistentes: Ubirajara Ferraz e Roberto José. Gols: Rivaldo, Jael (S) e Valdson (C). Cartões amarelos: Rivaldo, Diogo Goiano, Tobi (S), Viola, Cléber e Eduardo Teles (C).

22 de fevereiro de 2012

Salgueiro vence mais uma dentro de casa

O Salgueiro não dá chances no Sertão. Na noite desta quarta-feira, o Carcará fez nova vítima. Vitória sobre o Porto por 2 a 0, a segunda consecutiva no Cornélio de Barros. Já são seis em seis jogos dentro de casa. O resultado, construído com dois gols de Fabrício Ceará, garantiu o título simbólico de campeão do primeiro turno.
Só o Náutico seria capaz de impedir o feito, caso vencesse o Belo Jardim por quatro ou mais gols de diferença. Domingo, começam as partidas de volta desta primeira fase do Pernambucano. Com 14 pontos, o Porto segue afastado da zona de rebaixamento, momentaneamente em 7º. O Gavião pode só perderá a posição se o Central vencer o Sport na Ilha do Retiro, na noite desta quinta-feira.
Fabrício Ceará abriu o placar logo aos 25 minutos do primeiro tempo. O segundo gol saiu aos 38 da segunda etapa, o sétimo dele na competição, que passou a dividir a artilharia com Vanderlei, do Araripina. Na próxima rodada, domingo, os times voltarão a se enfrentar. Desta vez, porém, no Lacerdão, em Caruaru.

Num dia em que nada deu certo, Náutico é derrotado por 2 a 0 pelo Belo Jardim

Numa noite em que nada deu certo, o Náutico sofreu sua segunda derrota no Campeonato Pernambucano. Mostrando muito mais vontade em campo, o Belo Jardim venceu o Timbu por 2 a 0, no estádio Mendonção, nesta quarta-feira. A equipe alvirrubra não mostrou nenhuma organização, sendo dominada pelo adversário, principalmente no primeiro tempo. No segundo, o gol sofrido logo no início afobou os alvirrubros, que pressionaram bastante, mas não conseguiu marcar um gol sequer para iniciar uma reação. As equipes voltam a se enfrentar no domingo, agora nos Aflitos.

O Náutico não esperava um adversário tão organizado e preparado como veio o Belo Jardim. Ou se sabia, não demonstrou isso em campo. Em clima de ressaca de Carnaval, o Timbu foi lento e teve muita dificuldade na saída de bola. Pelo meio, Eduardo Ramos estava bem marcado. Souza caía pela esquerda, mas não conseguia articular as jogadas com Jefferson, muito mal no jogo. Do outro lado, na direita, Auremir, improvisado, repetiu a má atuação da partida passada e nem marcava nem atacante com eficiência.

O Belo Jardim foi mais focado no jogo. Teve como principais destaques o volante Júnior Borracha, muito bem na marcação, e o atacante Thiago Santos. Habilidoso, ele jogou em cima do lado mais fraco da zaga alvirrubra, Gustavo. Ali, fez a festa. E o gol marcado por ele, aos 23 minutos, foi realmente uma festa na defesa do Náutico. Para começar, ele recebeu lançamento nas costas de Gustavo. Invadiu a área, driblou Gideão duas vezes e ainda cortou o defensor, que tentava a recuperação, antes de finalizar.

Após abrir o placar, o Belo Jardim se dedicou a marcar e tentar sair nos contra-ataques. Teve algumas chances, mas não voltou a assustar Gideão no primeiro tempo. Já o Náutico seguia com dificuldade na criação das jogadas. Jeferson Berger, mais uma vez, foi peça nula em campo. Mesmo assim, o Timbu ainda criou oportunidades, todas em jogadas de bola parada. Souza teve duas chances de empatar. Numa delas, viu Delone fazer grande defesa. Na outra, a bola foi para fora.

Na volta para o segundo tempo, o técnico Waldemar Lemos tentou corrigir as falhas do Náutico com duas substituições. Tirou Gustavo e Berger, os dois piores em campo, e colocou Marquinho e Dori. Dessa maneira, ainda ajustou o posicionamento de Auremir, muito mal como lateral-direito, agora deslocado para a zaga. Não deu nem tempo de ver se a mudanã surtiu efeito ou não. Logo aos oito minutos, após bate rebate na área, Alenilson tocou para o gol, apliando a vantagem do Belo Jardim.

Com a vantagem no placar, o Belo Jardim recuou naturalmente, enquanto o Náutico, que ficou ainda mais ofensivo com a entrada de Phillip, logo após o gol, partiu para o ataque. A pressão foi grande, mas o Timbu não conseguia se organizar. Errava passes, não acertava as jogadas ofensivas, dava espaço para o contra-ataque. Ainda assim, chances surgiram, mas pararam no goleiro Delone ou nas péssimas finalizações. Enfim, foi uma noite em que nada deu certo para a equipe alvirrubra.

Ficha do jogo

Belo Jardim
Delone; Toty, Alenilson, Laércio e Fernandinho (Parral); Fábio Recife, Eduaro Eré, Júnior Borracha e Rogério Manaus; Thiago Santos (Crislam) e Candinho (Brasinha). Técnico: Leivinha

Náutico:
Gideão; Auremir, Marlon, Gustavo (Marquinho) e Jefferson (Phillip); Lenon, Derley, Souza e Eduardo Ramos; Jeferson Berger (Dori) e Siloé. Técnico: Waldemar Lemos

Local: estádio Sesc Mendonção (Belo Jardim). Árbitro: Neilson santos. Assistentes: Jossemmar Diniz e Marcelino Castro. Gols: Thiago Santos e Alenilson. Cartões amarelos: Gustavo, Souza, Eduardo Ramos (N), Júnior Borracha, Toty (B). Público: 5.002. Renda: R$ 12.320

Capitão do time, André Oliveira diz que o elenco precisa "tomar vergonha na cara"

O zagueiro e capitão do Santa Cruz André Oliveira soltou o verbo após a quarta derrota do time no campeonato. Apesar de acreditar que o time tenha feito até um bom segundo tempo, André pediu que o time tenha "vergonha na cara" e que dê a volta por cima diante do Petrolina, no jogo do próximo sábado, no Arruda.

"Mais uma vez, temos que pedir desculpas a nossa torcida. Mas não pode ser assim toda vez. Temos que ter vergonha na cara e fazer o dever em casa. Não adianta todo jogo ficar dando justificativa, tem que melhorar. Jogamos bem, tivemos duas falhas e tomamos os dois gols", disse André Oliveira.

De acordo com o zagueiro, o time terá que melhorar bastante no returno para conseguir voltar ao G4. "Temos que trabalhar e não perder o foco. Temos que voltar a vencer o quanto antes e não se distancia do pelotão da frente", pontuou.

Na ressaca do carnaval, Santa Cruz perde para o Petrolina por 2 a 1, no Sertão


Gilson Pereira/Esp DP/D.A Press

Na ressaca do carnaval, o Santa Cruz voltou a jogar mal e perdeu para o Petrolina por 2 a 1, na noite desta quarta-feira de cinzas, no estádio Paulo Coelho, no Sertão pernambucano. Ambos os gols da Fera Sertaneja saíram no começo dos dois tempo, aos três minutos da primeira etapa e aos dois da segunda. Com a derrota, o Tricolor agora vê o Petrolina abrir quatro pontos de vantagem e se consolidar ainda mais no G4. No próximo sábado, ambos os times voltam a se enfrentar, só que dessa vez no Arruda. O jogo será decisivo para o Santa Cruz e para o técnico Zé Teodoro, que sem conseguir dar um padrão ao time, começa a balançar no cargo.

Mal o Santa Cruz entrou em campo e o Petrolina já deu o cartão de visitas do time imbatível, invicto em casa. Aos 3 minutos, o zagueiro tricolor Leandro Souza saiu jogando errado. Deu a bola com açúcar nos pés do adversário. Souza não perdoou e mandou no canto direito de Diego Lima: 1 a 0. O jogo que já era considerado complicado para o Tricolor, se tornou ainda mais complicado por praticamente começar a partida com a adversidade no placar. Influenciado ou não pelo gol, o Santa Cruz esteve irreconhecível em campo. Até a metade da primeira etapa, a Fera Sertaneja esteve mais perto do segundo gol, do que o Santa do empate.

Luciano Henrique, Dutra e Carlinhos Bala erravam muitos passes e desperdiçavam as faltas que poderiam resultar em gols. Dênis Marques sequer tocava na bola. Pelo Petrolina, Souza seguia arriscando e, aos 25, por pouco não amplia. Após o lance, o técnico Zé Teodoro surpreendeu a todos ao tirar Léo e promover a entrada de Renatinho. Funcionou. Aos 36, a primeira boa jogada do Santa Cruz. Diogo tocou para Bala, que lançou Dênis Marques. Jaílson salvou o Petrolina. Aos 43, o empate coral. Dênis Marques escapou pela direita, fez o cruzamento e Carlinhos Bala apareceu no meio da zaga sertaneja para deixar tudo igual.

Animado pelo empate, o Santa Cruz finalizou o primeiro tempo esperançoso na virada. Bastou a segunda etapa começar, todavia, para a empolgação dar lugar a decepção. Mais uma vez, o Petrolina repetiu o começo avassalador. Aos 2 minutos, Anderson mandou uma bomba, de fora da área, e acertou o canto direito de Diego Lima. Bastou o gol para o mesmo efeito negativo voltar a reaparecer nos atletas tricolor. A equipe voltou a ficar apagada. Aos 15, quando Dênis Marques tinha a chance de poder finalizar com perigo pela primeira vez, escorregou bem na hora da conclusão.

Na desvantagem, Zé Teodoro tentou com o que tinha. Colocou os atacantes Jefferson Maranhão e Geílson em campo, nas vagas de Dutra e Luciano Henrique. Sem inspiração, o time não conseguia sair da forte marcação do Petrolina. Carlinhos Bala e Dênis Marques até arriscavam, mas sempre sem muito perigo. Derrota para o Santa Cruz que terá que reverter o resultado no Arruda a todo custo para não ver a Fera abrir uma vantagem ainda maior.

Ficha do jogo

Petrolina 2

Jaílson; Getúlio (Jandir), Lau, Wilton e Jefinho; Jéferson Petrolina, Gustavo (Toninho), Cinho e Júlio (Alan Reuber); Souza e Anderson. Técnico: Pedro Manta

Santa Cruz 1

Diego Lima, Diogo, André Oliveira, Leandro Souza e Dutra (Jefferson Maranhão); Memo, Anderson Pedra, Léo (Renatinho) e Luciano Henrique (Geílson); Bala e Dênis Marques. Técnico: Zé Teodoro.

Local: Estádio Paulo Coelho, em Petrolina. Árbitro: Carlos Costa. Assistentes: Erich Bandeira e Pedro Wanderley. Gols: Souza e Anderson (P); Carlinhos Bala (SC). Cartões amarelos: Cinho, Anderson e Getúlio (P), André Oliveira (SC); Público: 4.785 Renda: R$ 13.400

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