24 de janeiro de 2012

Para reforçar o ataque, Sport está de olho em Henrique, Bill e Jael


AFP
Destaque do Mundial Sub-20, Henrique esteve perto do QPR


Depois do técnico Mazola afirmar que o Sport segue em busca de dois novos atacantes, nomes de jogadores da posição começaram a ser ventilados com mais força para a Ilha do Retiro. Três deles, porém, têm um contorno de verdade. Jael, Bill e Henrique são jogadores que interessam ao clube rubro-negro.

"Esse nome (Henrique) foi sempre uma especulação que existiu. Todo jogador bom, o sport tem interesse. Mas, entre ter interesse e contratar, existe uma distância", tentou despistar o diretor Guilherme Beltrão. "Nem é bom falar muito nisso para a torcida não criar muita expectativa e ficar chateada se a contratação não for fechada", acrescentou. Em seguida, ele admitiu o interesse no atleta.

Henrique foi eleito o melhor jogador do último Mundial Sub-20, que foi realizado na Colômbia. Nas últimas semanas, o jogador acertou com o Queens Park Rangers (QPR), da Inglaterra. No entanto, ele teve o visto de entrada negado no Terra da Rainha. O São Paulo ganharia 500 mil euros com o empréstimo do atleta, que viajaria com o valor fixado de compra em 6 milhões de euros. Na sexta-feira passada, inclusive, o São Paulo divulgou a numeração para a temporada 2012 e o atacante, que vestia a camisa 17, estava excluído. Um claro sinal de que ele não figura nos planos de Emerson Leão.

Sobre os outros dois atacantes, Bill (Corinthians) e Jael (Flamengo) ainda estão em fase de negociação com o clube rubro-negro. Os dois fizeram pedidas altas. Quem está muito próximo de reforçar o Sport é mesmo o meio-campista Marquinhos Paraná. O jogador já acertou as bases salarias do clube ao recuar a pedida incial que tinha feito e se encaixar na realidade financeira do Leão. Falta apenas a assinatura do contrato para que ele seja confirmado como novo integrante do elenco de Mazola.

Sport vence o Petrolina com gols de Marcelinho Paraíba e Jheimy

Pelo volume de jogo, o Sport poderia ter saído dos Aflitos com uma goleada sobre o Petrolina. Por outro lado, o Leão tomou um susto e por pouco não se complica ao ceder o gol de empate numa confusão de seu sistema defensivo. No fim, o 2 a 1 ficou de bom tamanho. Apesar da vantagem mínima no placar, a torcida deixou a partida satisfeita. Não somente pela primeira vitória do time no Pernambucano, mas principalmente por conta da mudança na postura de seus jogadores. Com o triunfo, que fechou a terceira rodada do Estadual, os comandados de Mazola Júnior saltaram para a 6ª colocação e enfrentam o Belo Jardim, no Mendonção, na quinta-feira.

Um Sport diferente desde a escalação. A numeração repassada pela assessoria de imprensa mostrava o atacante Marquinhos com a camisa 6. Quando a bola rolou, revelou um inesperado 3-5-2, com Hamilton atuando na esquerda do sistema defensivo. Apesar do pouco tempo para trabalhar esta alteração tática, o jogo do Leão encaixou desde o minuto inicial. Justamente numa jogada pela linha de fundo, com Marquinhos tocando para Jheimy, que chutou travado com a zaga. A recompensa pela postura veio aos seis minutos. Depois de receber um bom lançamento de Hamilton, Marcelinho Paraíba dominou a bola na meia esquerda, tocou para Roberson que devolveu, deixando o camisa 10 cara a cara com Jaílson. Com um toque sutil, Marcelinho driblou o goleiro e tocou de pé direito. 1 a 0.

O gol deu a tranquilidade que o Sport tanto precisava e aos poucos, foram surgindo novas oportunidades. A maioria delas, pela esquerda. Por ali, Marquinhos deu bons cruzamentos para Jheimy, Roberson e Rivaldo, no entanto, nenhum deles conseguiu ampliar a vantagem rubro-negra. Em seguida, num lance pontual, o Petrolina chegou ao empate. Numa bola chutada da zaga da Fera Sertaneja, Magrão precipitou-se e saiu da área para dividir com o atacante adversário no carrinho. A bola sobrou para Geovane, que friamente tocou por cobetura para o gol vazio. A reação dos torcedores nos minutos seguintes deram aos atletas a certeza de que um novo tropeço poderia custar muito caro. Principal destaque do jogo até ali, Marquinhos chegou a ouvir algumas queixas por conta de uma jogada isolada.

Além dele, outro alvo das críticas da torcida era o atacante Jheimy. Contratado como artilheiro do Boa Esporte, já havia indícios de que o centroavante seria mais uma vítima da “maldição da camisa 9” rubro-negra. No entanto, o Sport mostrou personalidade e manteve uma postura segura, pressionando o adversário em seu campo defensivo. O desempate veio aos 43, quando Hamilton, da esquerda, cruzou a bola no segundo pau. Com tranquilidade, Jheimy dominou no peito, antes de bater firme vencendo Jailson.

Nem mesmo a necessidade do Petrolina de buscar o empate diminuiu o domínio do meio-campo pelo Leão. Com uma marcação bem encaixada e muita movimentação, o Sport produziu alguns lances perigosos. Ainda que Marquinhos tenha diminuído o ritmo, Marcelinho Paraíba e Thiaguinho produziam boas ações ofensivas. Aos sertanejos, restavam as muitas cobranças de falta marcadas pelo arbitragem. Nenhuma, porém, ofereceu grande perigo à meta de Magrão. No final, o árbitro Gilberto Castro Júnior coroou sua atuação confusa ao expulsar Thiaguinho depois de o rubro-negro sofrer falta na lateral. Mesmo sem ter reagido à provocação de Geovane, o lateral recebeu o vermelho.

Sport
Magrão; Tobi, Montoya e Hamilton; Thiaguinho, Diogo, Rivaldo (Milton Júnior), Marcelinho Paraíba e Marquinhos; Roberson (Willians) e Jheimy (Anderson Paraíba). Técnico: Mazola Júnior.

Petrolina
Jailson; Lau, Jefinho (Wellington) e Daniel; Gustavo, Wilton, Anderson (Souza), Geovane e Fábio; Sinho e Julinho (Kleiton). Técnico: Pedro Manta.

Local: Aflitos. Árbitro: Gilberto Castro Júnior. Assistentes: Ubirajara Ferraz e Roberto José. Gols: Marcelinho Paraíba, Jheimy (S) e Geovane (P). Cartões amarelos: Magrão, Tobi, Rivaldo, Thiaguinho (S) Lau, Geovane e Sinho (S). Expulsões: Thiaguinho (S) e Geovane (P) Público: 12.018. Renda: R$ 52.915.

Meio-campista Marquinhos Paraná perto de acerto com o Sport para a temporada 2012

Demorou mais do que se imaginava, mas o Sport acertou a contratação de um reforço de peso para a temporada. O volante Marquinhos Paraná, que defendia o Cruzeiro, deve ser anunciado hoje na Ilha do Retiro. O nome foi um dos primeiros a ser especulado no clube durante a montagem do atual elenco, no entanto, a negociação travou em questões financeiras.

Veterano de 34 anos, Marquinhos é uma das principais apostas do Leão para dar ao meio de campo a consistência necessária para tornar a equipe mais competitiva para a Série A. Recifense, o volante foi revelado pelo Paraná, em 1996 e viveu sua melhor fase com a camisa do Cruzeiro, clube que defendia desde 2008. A “paquera” com o Sport teve início a partir do momento em que a Raposa desistiu da renovação do contrato do meio-campista, mas a proposta apresentada pelo atleta foi considerada alta demais.

A chegada dos reforços não vai parar por aí. A diretoria de futebol e a comissão técnica já externaram a necessidade do acerto com dois atacantes e dois meias, pelo menos.

22 de janeiro de 2012

Volante Diogo ansioso pela estreia com a camisa rubro-negra diante da torcida

A contusão do lateral-direito Renato pode abrir espaço para a estreia de uma das principais contratações do Sport para a temporada 2012. O volante Diogo foi promovido para o time titular pelo técnico Mazola assim que o atleta contundido saiu de campo. Com a entrada do ex-jogador do Fluminense, o Sport passa atuar com três volantes no meio e Thiaguinho na lateral.

"Com essa formação, fica melhor para Marcelinho já que ele não precisa voltar muito. Também podemos dar mais tranquilidade na cobertura dos laterais", disse Diogo. "Os três vão ter liberdade para chegar no ataque. Não somos mais garotos. Conhecemos muito bem as nossas características e todos podem chegar um pouco mais a frente, sabendo que também é necessário fazer a cobertura", acrescentou.

Ainda durante a entrevista, Diogo lamentou o fato de a provável oportunidade aparecer no momento em que o companheiro sofreu uma contusão. "Eu ainda não sei se vou jogar. Na verdade, torço para que Renato esteja bem e possa jogar. Mas venho trabalhando forte para ter essa oportunidade", declarou.

Diretoria libera entrada da imprensa na Ilha e se posiciona sobre adiamento

O diretor patrimonial do Sport, Otávio Coutinho, teve a incumbência de esclarecer a versão do Sport sobre a condição do gramado da Ilha do Retiro. Segundo o diretor, a decisão da Federação Pernambucana de Futebol (FPF) foi acertada. Afinal, pela manhã, uma gramado do estádio estava um "mar".

“As chuvas do sábado para o domingo foram muito fortes. Coincidentemente, a maré também estava alta. Isso acabou dificultando o escoamento da água. Quem esteve ontem (sábado), viu que isso daqui era um verdadeiro mar. Entre às 7h e 9h, que não houve chuva, eu deixei o campo sem água. Mas, das 9h às 9h25, voltou a ter uma pesada chuva e água voltou novamente porque não há um poder rápido de escoamento”, disse Otávio Coutinho.
O diretor rubro-negro ainda afirmou que a possibilidade de a nova grama, plantada há 30 dias, soltar do terreno com a realização de uma partida não existe, apenas em situações extremas. "O que a gente promete é que, para o clássico do próximo domingo, nós vamos fazer pequenas melhorias na drenagem do gramado. Com essa chuva, vimos as áreas que estão com mais água e vamos trabalhar mais forte nesses setores", afirmou, referindo-se ao confronto contra o Náutico.

As palavras de Coutinho foram dadas após a imprensa observar a condição do terreno às 15h30. Antes, contudo, a entrada no estádio não foi permitida. Apesar disso, o Superesportes conseguiu flagar o momento da vistoria da FPF no estádio. Às 12h30, o gramado estava com muitas poças e encharcado. Mais tarde, havia melhorado bastante. Porém, na barra que fica próxima ao sapotizeiro, estava bastante castigado pela chuva.
Indefinição
Em princípio, o jogo entre Sport e Petrolina está marcado para acontecer na Ilha do Retiro, mas, se as chuvas persistirem, o local pode ser modificado. A FPF fará uma nova vistoria na manhã desta segunda-feira para decretar o local do confronto. 

Em partida de "4 times", Santa Cruz vence o Serra Talhada de virada por 4 a 2


Ricardo Fernandes/DP/D.A Press
Quem assistiu ao jogo Santa Cruz e Serra Talhada teve a incrível oportunidade de assistir a quatro times em campo. O Caganceiro começou atacante e acabou atacado. Já o Tricolor, teve um início de time pequeno e terminou o jogo como o gigante que é. Vitória por 4 a 2, de virada, sobre time sensação do Estadual, em pleno estádio Nildo Pereira, em Serra Talhada, na tarde deste domingo. Êxito ainda mais valioso por que o Mais Querido começou o jogo perdendo por 2 a 0 e conseguiu se transformar de maneira comemorável durante o jogo. Boa perspectiva para um time que começou o ano causando desconfiança da sua torcida.

O primeiro tempo teve dois momentos completamente distintos. As duas equipes revezaram entre ótimos e péssimos momentos. Os primeiros vinte minutos foram amplamente do Serra Talhada. Em dez minutos, o time da casa marcou dois gols. Parecia que a Laranja Mecânica faria mais uma partida implacável. A torcida já pedia mais uma goleada. Não era para menos. Atacando rápido, o time da casa encontrava facilidade para chegar ao ataque, frente a um adversário acuado e perdido em campo. Aos cinco minutos, Elton cobrou escanteio e Raniere testou no canto esquerdo: 1 a 0. O  Santa Cruz apenas assistia a pressão do adversário e cinco minutos depois, o que parecia inevitável aconteceu. Pênalti para o Serra e Enercino cobrou com perfeição.

Quando tudo levava a crer que o Cangaceiro "assassinaria" mais um oponente de maneira avassaladora, eis uma simples, porém importante, mudança que faria a diferença no jogo. O técnico Zé Teodoro adiantou Renatinho, deixando o lateral como um ponta pela esquerda. Mais atento, o Tricolor não só equilibrou o jogo, como reverteu completamente a situação. Do meio da primeira etapa para frente, o Mais Querido passou a dominar e atacar sob pressão. Deu certo e o empate viria em 20 minutos. Primeiro, Flávio Caça-Rato. O atacante fez boa tabela com Branquinho e mandou no cantinho. Belo gol. Foi, então, a vez do Serra recuar e sentir o golpe do gol sofrido. Era pressão total coral, quando, aos 42 minutos, após bate-rebate na área, a bola sobrou para Eduardo Arroz colocar a bola no mesmo  cantinho encontrado por Caça-Rato. Parecia até replay ver a bola entrando. Era o fim de um primeiro tempo rigorosamente igual.

Carregado por Weslley, o Santa Cruz começou o segundo tempo da mesma maneira: pressionando e atacante como soberano no jogo. Em cinco minuto, Renatinho, Natan e Branquinho perderam gols incríveis e o Serra ainda teve o volante Elton expulso, ao tomar o segundo amarelo corretamente. Virou um jogo de ataque contra defesa. O Tricolor dominava as ações da partida e era impressionante as seguidas oportunidades seguidas que o time perdia diante do passivo Serra.

Nervoso com o excesso de preciosismo do time, Zé Teodoro começou a reclamar muito da arbitragem e foi expulso. Perdeu de ver o golaço de Wesley. O melhor jogador em campo foi coroado com um chutaço de longa distância. Pegando "na veia", o meia viu bola percorrere morrer no ângulo. Ainda deu tempo para Léo fazer mais um gol no acréscimo. Goleada. Era o gol da vitória e da redenção tricolor.

Ficha técnica

Serra Talhada 2
Bruno; Rogério (Joãozinho), Alex Costa, Raniere e Janeílton; Marcondes (Canhoto) , Jaíldo, Élton e Enercino (Rincon); Erick e Caio.
Técnico: Reginaldo Souza.

Santa Cruz 4
Tiago Cardoso; Eduardo Arroz (Jeferson Maranhão), Éverton Sena, André Oliveira e Renatinho; Anderson Pedra (Chicão), Memo, Natan (Léo) e Weslley; Flávio Caça-Rato e Branquinho.
Técnico: Zé Teodoro.

Local: Estádio Nildo Pereira. Árbitro: Nielson Nogueira Dias. Assistentes: Erich Bandeira e Wilton Lins. Gols: Raniere, Enercino (ST); Flávio Caça-Rato, Eduardo Arroz e Weslley e Léo (SC) Cartões amarelos: Alex Costa, Élton, Rincon (ST); André Olveira, Éverton Sena, Weslley, Flávio Caça-Rato (SC). Cartão Vermelho: Elton (ST). Público: 5.036 Renda: R$ 35.285

Waldemar Lemos fala pouco em falhas e valoriza a obediência tática do Timbu

Ao término da partida contra o Araripina, pela terceira rodada do Pernambucano 2012, o técnico Waldemar Lemos mudou um pouco o discurso e se mostrou mais satisfeito com o desempenho do Náutico. Embora o time tenha caído de produção no segundo tempo e até sofrido pressão do adversário, o treinador preferiu deixar as falhas de lado e valorizar a obediência tática dos seus jogadores, que levou o Timbu à terceira vitória consecutiva (por 1 a 0) e o manteve na liderança do estadual. Amanhã, os alvirrubros só poderão ser ultrapassados pelo Serra Talhada no saldo de gols.

Waldemar Lemos destacou o posicionamento de Cascata e Eduardo Ramos, que jogaram juntos pela primeira vez, com a missão de municiar Rogério, único titular do ataque alvirrubro no duelo contra o Araripina. Questionado sobre a escolha em montar a equipe no 4-5-1, com três volantes e sem um homem de referência na frente, o treinador falou em versatilidade. "No futebol, a gente precisa ter algumas variações de jogo", afirmou.

A necessidade de corrigir os erros, salientada por Waldemar nos dois primeiros jogos do campeonato, desta vez, não teve muito espaço nas entrevistas. O "paizão", inclusive, afirmou que o time não caiu de produção na segunda etapa e soube se portar bem durante a partida, impedindo a armação de jogadas no meio-campo do Araripina e segurando o resultado de 1 a 0. "A pressão do adversário é normal, já que o estádio estava lotado e, em casa, o time tem aquela obrigação de vencer. Mesmo assim, criamos um bom número de oportunidades no segundo tempo. Acredito que temos bastante condição de seguir bem na competição."

Na única vez em que mencionou os erros cometidos pela equipe, o treinador preferiu responsabilizar o calendário apertado do Pernambucano. "A gente vai consertando isso com o passar do tempo. Infelizmente, não podemos trabalhar durante a competição", disse.

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