7 de setembro de 2019

Independência Rubro Negra - Sport 2 x 1 Bragantino

No dia da independência o Sport conseguiu superar os consecutivos resultados de empate  que vinha obtendo na Ilha do Retiro, com uma linda vitória em cima do lider do campeonato Bragantino por 2x1.
Veja como os melhores momentos da partida;


Hoje - Sport x Bragantino - Casa cheia na Ilha

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Um embate decisivo. É assim que está sendo encarado o jogo contra o Bragantino, no sábado, às 19h, na Ilha do Retiro, pelos jogadores e comissão técnica do Sport. Para os leoninos, o confronto diante do líder da Série B é uma grande oportunidade de entrar de vez na briga pelo título e espantar o fantasma da oscilação vivida pelos rubro-negros.

om 11 empates em 20 jogos disputados, a equipe rubro-negra lidera, juntamente ao Oeste, a estatística de times que mais saíram com igualdades no placar em todo certame, algo que tem feito o Leão demorar a engrenar no campeonato, se consolidando no pelotão dos quatro mais bem colocados. Se os empates sobram, ao menos as derrotas são escassas. O Sport só saiu derrotado de campo em duas oportunidades na Série B, contra Operário-PR (6ª rodada) e Criciúma (15ª rodada). Coincidentemente, ambos os times figuravam na Zona de Rebaixamento no momento dos resultados e venceram os pernambucanos em seus respectivos estádios.

Por isso, o Sport quer contar com o fator casa para vencer o Bragantino. Com expectativa para a maior presença da torcida na Ilha até aqui na Série B, o Leão visa o apoio dos torcedores para conquistar sua quinta vitória em casa em 11 jogos em seus domínios. A maior público leonino no campeonato foi em jogo na Arena de Pernambuco, na partida entre Sport e Guarani, quando 18.403 adeptos estiveram presentes. Na Ilha, o jogo com maior público foi o clássico regional diante do Vitória, pela sétima rodada, quando o Leão pernambucano triunfou diante de 15.179 torcedores.


Como vem o Bragantino

Com seis rodadas de invencibilidade e sete pontos de vantagem para o vice-líder Coritiba, o Bragantino vai testar seu poderio diante do Sport, na Ilha do Retiro. Considerados dois dos elencos mais fortes da Série B, ambas as equipes em condições bem diferentes. Enquanto o Massa Bruta está consolidado na ponta, com nove pontos de vantagem para o quarto colocado Paraná, o Leão busca se consolidar como postulante ao G4 e interromper a abundância de empates que assombra o Rubro-negro.

O time comandado pelo técnico Antônio Carlos Zago continuará desfalcado do meia Ytalo, artilheiro da equipe na competição, mas contará com o retorno do ex-leonino Léo Ortiz na defesa. O jogador foi escalado em 12 partidas na campanha do alvinegro do interior paulista, marcou um gol e passou sete jogos sem sofrer gols. Aliás, quanto aos números, a equipe de Bragança Paulista lidera o ranking de melhor ataque (31 gols marcados) e defesa menos vazada (com 10 gols sofridos).

Ficha do jogo 

Sport
Mailson; Norberto, Rafael Thyere, Adryelson e Sander; João Igor, Charles e Leandrinho; Hyuri, Guilherme e Hernane. Técnico: Guto Ferreira.

Bragantino
Júlio César; Aderlan, Léo Ortiz, Rayan e Edimar; Barreto, Uillian Corrêa e Claudinho; Morato, Wesley e Matheus Peixoto. Técnico: Antônio Carlos Zago.

Local: Ilha do Retiro (Recife). 
Data: Sábado (07/09). 
Horário: 19h. 
Árbitro: Pathrice Wallace Corrêa Maia (RJ). 
Assistentes: Silbert Faria Sisquim (RJ) e Andréa Izaura Maffra Marcelino de Sá (RJ)

Axé, coco, frevo e ciranda agitam o Domingo na Sé

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A Orquestra do Axé vai comandar o “Domingo na Sé”, no dia 8 de setembro, no Alto da Sé em Olinda. O grupo é formado pelos músicos André Ragall e Wandelson de Almeida , eles tocam afoxé em ritmo de frevo. A orquestra também vai receber os maestros renomados Ivan do Espírito Santo e Ozéias, para troca de experiência da música popular.

O objetivo é unir os ritmos para incentivar a cultura e o movimento negro. O evento também contará com a participação especial do vocalista da Cocada (banda da coco).

“No Domingo da Sé”, os visitantes e turistas poderão ainda se embalar com a Ciranda Pôr do Sol com arte-educadores, que ficam no local oferecendo dinâmicas teóricas e práticas sobre a dança.

O projeto “Domingo da Sé” é promovido pela Secretaria Municipal de Patrimônio, Cultura e Turismo. 

Apresentador Raul Gil é internado em São Paulo

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O apresentador Raul Gil foi internado nessa quinta-feira (5), no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Gil está com um quadro de arritmia cardíaca e foi submetido a uma série de exames para avaliar o estado de saúde.
 
Segundo uma fonte do Estado de Minas, Raul Gil passa bem e há uma expectativa de que possa ter alta ainda nesta sexta-feira.

Raul Gil está atualmente no SBT, onde apresenta o Programa Raul Gil aos sábados, 15h30. 
A assessoria de imprensa do Hospital Albert Einstein foi consultada sobre a atualização do boletim médico do apresentador por volta de 8h da manhã de hoje e pediu prazo de 2 horas para responder. Assim que o boletim for divulgado, esta notícia será atualizada.

6 de setembro de 2019

Com grande procura, Sport se aproxima de recorde de público na Ilha pela Série B

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A quinta-feira do Sport foi encerrada com a publicação de mais uma parcial de ingressos para o jogo entre Sport e Bragantino, que acontece amanhã, na Ilha do Retiro. Com mais de 13 mil ingressos vendidos, o Leão já está perto de quebrar seu recorde de público na Ilha do Retiro nesta Série B, faltando menos de 1.500 entradas vendidas para chegar à marca.

O confronto com o líder da Segunda Divisão é fundamental para o Sport manter vivas as chances do título nacional - os paulistas estão nove pontos à frente do Leão. O jogo será o segundo do Sport na Ilha do Retiro após a sequência de três mandos na Arena de Pernambuco. Em São Lourenço da Mata, a média de público foi mais  de cinco mil pessoas acima do que vinha sendo na Ilha até então.

Segundo a última parcial de ingressos, divulgada pelo Sport às 21h30 de ontem, já foram vendidos 13.786 entradas para o jogo, válido pela 21º rodada da Segundona. Até hoje, o maior público leonino no Recife nesta Série B foi contra o Vitória, antes da pausa para a Copa América. Na oportunidade, foram 15.179 torcedores na Ilha. Na Arena, o Leão já registrou dois públicos maiores, 15.370 contra o Botafogo de Ribeirão Preto e 18.403 contra o Guarani.

Diário de Pernambuco

Com mau retrospecto na temporada, Náutico busca evitar disputa por pênaltis

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Pior do que para os torcedores, disputa de pênaltis são ainda mais indigestas para quem está dentro de campo. Valendo acesso, então, nem se fala. E para o Náutico, o retrospecto é negativo em 2019. No entanto, é uma possibilidade razoável para Náutico e Paysandu decidirem quem sobe à Série B na marca da cal. Afinal, a equipe paraense tem nove empates nos últimos 13 jogos da competição. Em entrevista coletiva, o atacante Álvaro enfatizou que o objetivo alvirrubro é vencer no tempo normal.

A gente trabalha sempre pensando no amanhã. A gente com certeza não quer ir para os pênaltis, mas se for de ir iremos trabalhar para conquistar o resultado. Com certeza esse acesso é muito importante também, estamos trabalhando durante a semana para ter o resultado positivo”, disse o atacante, colocando-se como uma opção para bater em caso de necessidade. “Com certeza, estou à disposição”.

Em 2019, o Timbu teve duas disputas - ambas com rivais locais. Na segunda fase da Copa do Brasil, foi eliminado pelo Santa Cruz no estádio do Arruda por 4 a 2. Na final do Campeonato Pernambucano, saiu derrotado pelo mesmo placar para o Sport na Ilha do Retiro.

Na Série C, por sua vez, o Náutico teve três pênaltis na competição e o aproveitamento é de 66%: marcou dois e perdeu um. Diante do Imperatriz, na vitória por 4 a 2, Wallace Pernambucano perdeu um. Contra o Sampaio Corrêa fora de casa, no triunfo por 2 a 0, o ‘Tanque’ dessa vez fez. Por fim, novamente ante a equipe maranhense, nos Aflitos, Jiménez foi para a bola e não desperdiçou.

POR GERALDO RODRIGUES 


5 de setembro de 2019

O gol 1.000 de Pelé e a angústia de Andrada, segundo seu reserva

Blog Lenivaldo Aragão

 

Com a morte aos 80 anos de idade do argentino Andrada, o goleiro do milésimo gol de Pelé, aquele fato histórico para o futebol mundial volta a ser lembrado, com um importante artigo do goleiro reserva do Vasco da Gama, o catarinense Valdir. Recordemos:
  
PERNAMBUCO PRESENTE
O cenário do milésimo gol de Pelé, marcado na noite de 19 de novembro de 1969, tinha algum viés pernambucano. O árbitro Manoel Amaro de Lima nascera em Alagoas, porém, há muitos anos havia fixado residência em Pernambuco, contratado pela Federação Pernambucana de Futebol. Pertencia ao quadro da arbitragem nacional e era também professor de educação física.
O lateral esquerdo do Santos era Rildo, recifense do bairro de Santo Amaro, saído do Sport, quando ainda era juvenil, para defender o Botafogo no tempo de Nilton Santos, Garrincha, Didi, Zagallo e outras feras. De General Severiano mudou-se para a Vila Belmiro.
No ataque do Vasco da Gama, o time que levou o milésimo, estava o atacante Adilson, irmão de Almir. A exemplo do Pernambuquinho, Caveirinha, como é conhecido na intimidade, saíra da Ilha do Retiro para São Januário antes de se profissionalizar.
Reencontro no Maracanã para reviver a cena em filmagem (superesportes.com.br)

E como reserva de Andrada, o goleiro argentino que entrou para a história, a contragosto, por ter levado o tal gol, encontrava-se o catarinense Valdir, que naquele ano mesmo, tinha vivido um curto período de empréstimo no Sport.
E ainda existiam o atacante Acilino, que mais tarde defenderia o Sport, e o lateral esquerdo Eberval, que o mecenas James Thorp traria para o Santa Cruz.
A PARAÍBA ENTRA NA RODA
Época do Nacional, como era chamado o hoje Campeonato Brasileiro.  O Santos tinha jogado na Ilha do Retiro contra o Santa Cruz. Goleada de 4 x 0, com Pelé fazendo dois gols e atingindo a marca de 998.
O próximo compromisso pelo Nacional seria em Salvador, contra o Bahia, do goleiro caruaruense Jurandir, ex-Central. Mas de última hora acertou-se um amistoso com o Botafogo de João Pessoa, cujos jogadores receberiam as faixas, como campeões paraibanos. A Paraíba preparou-se para ‘sediar’ o milésimo gol do Rei, pois a diferença entre as equipes era enorme.
Pelé marcou o gol de número 999 e logo passou a jogar de goleiro, posição na qual estava acostumado a quebrar o galho. O contrato do jogo previa sua presença até o fim, porém, a direção santista concluiu em dado momento que não seria justo que o milésimo surgisse numa cidade que não estava no roteiro oficial, tendo entrado de última hora. Daí, o goleiro Agnaldo ter fingido uma lesão, sendo substituído pelo Rei.
Os baianos preparam-se para festejar o gol, mas ficaram frustrados com o 0 x 0 entre Bahia e Santos. A festa ficou para o Maracanã. Vitória do Santos sobre o Vasco por 2 x 1.
 
Andrada, Pelé e Manoel Amaro novamente juntos (Terceiro Tempo Uol)
COM A PALAVRA O GOLEIRO RESERVA
Escreveu Valdir (Appel), na época goleiro reserva do Vasco, em “Na Boca do Gol”, o primeiro dos seus livros:
“O gringo não aguentava mais as sacanagens do Moacir e do Buglê, e à medida em que se aproximava o jogo contra o Santos pelo campeonato brasileiro (na época, chamado de Roberto Gomes Pedrosa), o coro que agourava a marcação do milésimo gol do Pelé em cima do Vasco engrossava. Na concentração, nas viagens e após os jogos do Peixe, sempre alguém chegava com um jornal para mostrar a evolução dos gols de Pelé.
O reserva e hoje escritor Valdir (historiadordofutebol.com.br)


Na verdade, esta “previsão” da boleirada não tinha respaldo. O Santos enfrentaria ao longo do campeonato e em confrontos amistosos, equipes teoricamente frágeis, e já chegaria no jogo contra o Vasco com a fatura liquidada. Era o que imaginávamos.

Mas, o tempo foi passando, e com a proximidade de novembro, o goleiro argentino naturalizado brasileiro começou a ficar preocupado.

Pelé chegou à marca dos 999, num amistoso contra o Botafogo de João Pessoa, na Paraíba. Depois, jogou parte do segundo tempo substituindo o goleiro Agnaldo, que simulou uma providencial contusão, impedindo assim que novas oportunidades de gol surgissem. Palco pequeno, poucos holofotes...

O gol poderia ter acontecido contra o Bahia, no estádio da Fonte Nova, mas um carrinho milagroso de um zagueiro do tricolor de aço impediu que a marca histórica fosse alcançada na boa terra.

Curiosamente, a providencial intervenção do jogador foi contemplada com uma estrepitosa vaia da sua torcida, que estava a fim de fazer a festa do Rei em Salvador.

No mesmo dia, jogamos em São Paulo. No avião da ponte aérea, Moacir falou pro Andrada: “Eu não falei que você levaria o milésimo? Tu achas que ele ia perder a oportunidade de fazê-lo no Maracanã? Tá tudo arranjado, Milongueiro!”.

Curtimos uma folga e nos reapresentamos em São Januário na terça-feira, quando realizamos leves preparativos rotineiros para o embate de quarta-feira.

A CONTUSÃO

A colina já estava às escuras quando Andrada, inexplicavelmente, caiu no gramado sentindo dores no tornozelo.

Perplexidade total. Minha e dos demais colegas. Pensei: vai sobrar para mim esta encrenca.

Na concentração da Lagoa, à noite, na ponta de uma longa mesa de jantar, os jogadores iniciaram as provocações pra cima do Andrada.
Toda hora alguém chamava o massagista Chico, pra renovar o gelo colocado no tornozelo do goleiro. Beneti insinuava que ele estava pipocando.
Adilson ia mais longe: “Hei, gringo! Tá com medo? Não tem problema: o Valdir joga, já entrou pra história mesmo com aquele gol contra. Este não vai fazer diferença!”.
O JOGO

Quarta-feira à noite, nos vestiários do Maracanã, Andrada submeteu-se a um teste, supervisionado pelo doutor Arnaldo Santiago. Era evidente o seu nervosismo.

Falou mais alto o profissionalismo; ele decidiu jogar. E como jogou! O clima no maior estádio do mundo era de festa: quase 70 mil pagantes, devia ter uns 30 mil a mais, entre autoridades e caronas.

Os dois times entraram em campo lado a lado, liderados pelos seus capitães, empunhando a bandeira brasileira.

Perfilados, ouviram o hino nacional.

No banco de reservas, ficamos admirados ao ver o diretor Iraci Brandão disfarçar, embaixo dos braços, uma camisa branca do Vasco com o número 1.000. Era mais um que torcia pelo milésimo acontecer naquela noite.

O jogo teve início e desde cedo ficou visível a falta de colaboração dos jogadores vascaínos: primeiro Beneti, abrindo o placar na primeira etapa; e principalmente o goleiro Andrada, que pegou tudo e fez a maior defesa que eu já presenciei no Maracanã. Pelé limpou a jogada pelo lado direito da grande área do Vasco. Andrada deu dois passos à frente, posicionando-se para defender um possível chute forte. O gênio meteu uma curva de fora para dentro, com o lado externo da chuteira, em direção ao ângulo superior direito da meta do arqueiro. Com um salto fantástico, Andrada saiu do solo para espalmar de mão trocada a bola que parecia inapelável.

No segundo tempo, o zagueiro René, para impedir o gol de Pelé, não teve dúvidas: antecipou-se ao atacante e fez contra (e de cabeça!) o gol de empate do Santos. Aqui não! Jogo que segue.

O PÊNALTI

O Vasco pressionou e o árbitro deixou de marcar um pênalti a nosso favor, gerando protestos de todo o time. Manoel Amaro mandou seguir a jogada e, no contra-ataque, não titubeou em marcar uma penalidade máxima aos 32 minutos, extremamente duvidosa, de Fernando em Pelé.

Afinal, o pernambucano Manoel Amaro também estava louquinho para entrar para a história e se imortalizar, às custas do Rei.

Bola na marca fatal. O público emudeceu.
Os jogadores do Santos se posicionaram no centro do gramado.

Pelé deu apenas três passos... e fuzilou, com perfeição, o arco do Andrada, que saltou como um felino para o canto esquerdo e passou roçando os dedos da luva na bola, que foi se aninhar no fundo do barbante, da baliza à esquerda da tribuna de honra do Maracanã. Seus punhos socaram o chão, inconformado por levar o gol que o colocaria para sempre na história do futebol mundial.

Logo ele, cujo maior desejo era entrar para o hall da fama como o melhor goleiro a vestir a camisa número 1 vascaína.

Pelé buscou a bola no fundo do arco e a beijou.
O jogo parou. O gramado foi invadido por uma legião de repórteres. Pelé dedicou seu gol às criancinhas, e foi carregado nos ombros dos companheiros. Chico vestiu a camisa do Vasco em Pelé que, com ela, deu a volta olímpica no gramado do Maracanã.

Após uma longa pausa para as comemorações, o jogo chegou ao final com poucas emoções. Aliás, tivéramos muitas para apenas uma noite.

CONSEQUÊNCIAS

Assim, naquela quarta-feira, entraram para a história: o milésimo gol de Pelé; e Andrada, que ganhou o título de O Arqueiro do Rei.

O atacante Acilino, do Vasco, mesmo derrotado, comemorou o seu aniversário.
O Dia da Bandeira passou em branco. E poucos deram importância à Apollo 12, que (dizem!) pousou no Mar das Tempestades, quando mais dois americanos (Paul e Ringo, quem sabe?) pisaram o solo lunar.

O árbitro Manoel Amaro declarou que já podia encerrar a carreira porque apitara o jogo mais importante do Século XX.

Chico conseguiu uma das três bolas usadas no jogo (a do milésimo gol, Pelé guardou!) e uma camisa 10 do Santos dadas pelo Rei, devidamente autografadas.

Hoje, o próprio Pelé ignora onde foi parar a camisa 10 do Vasco com o número 1.000.

O FILHO

Na comemoração dos 30 anos do milésimo gol, Pelé e Andrada reviveram no Maracanã aquele duelo. Pelé teve que repetir a cobrança do pênalti porque, na primeira, Andrada pegou.
Pelé se queixou: “Pô, gringo! É para repetirmos o lance!”. Andrada, muito sacana, emendou: “Tá difícil, amigo... Agora, eu já sei o canto que você vai chutar!”. Naquele mesmo dia, falei pro Andrada, no Rio: “Gringo, tu devias agradecer todos os dias: não por ter levado o milésimo gol, mas porque tu quase defendeste aquele pênalti!” “Como assim, Valdir?” “Tchê, aquele gol passa toda hora na televisão... magina o teu filho, em casa, lamentando:
Carajo, papá! No saliste en la película... Saltaste para el otro lado, mientras la pelota se fué para el lado opuesto”.

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